Análise do professor
Ceni lamenta revés, mas valoriza atuação do Bahia antes de expulsão
O técnico Rogério analisou a atuação do Bahia diante do Atlético-MG, na Arena MRV, na noite desta quarta-feira (5), pelo Campeonato Brasileiro. Apesar da derrota por 3 a 0, o treinador valorizou o bom início do Tricolor e afirmou que atuação da arbitragem teve peso no resultado final da partida. O Esquadrão ficou com um jogador a menos no início do segundo tempo após o zagueiro Kanu ter sido expulso depois que o árbitro de vídeo chamou para revisão de uma falta no meio-campo.
“Foram 15 minutos de muita superioridade nossa, com várias chances criadas, Michel Araujo, Tiago, e novamente Tiago. Tivemos um bom volume de jogo, diferente de outras partidas fora de casa. A partir da metade do primeiro tempo, o Atlético passou a dominar mais a partida, mas conseguimos nos postar bem e oferecer poucas oportunidades ao adversário. No início do segundo tempo, houve uma falta para o Atlético que inflamou o jogo. A expulsão, a mesma situação que não foi marcada para o Atlético, foi sinalizada para o Bahia e acabou decidindo a partida. Depois disso, fizemos duas linhas de quatro. Alguns jogadores estavam cansados, pois haviam atuado há menos de 72 horas e ainda enfrentaram uma viagem nesse período. Infelizmente, por conta das lesões, as opções no banco eram limitadas. Tentei com Erick fazer uma dobra na linha de quatro. Ademir já estava cansado, e eu também precisava pensar no próximo jogo. Já tínhamos Pulga e Tiago na frente; depois entrou Willian, mas o jogo já estava mais definido. Faltou também sabermos segurar um pouco mais a bola, mesmo com um jogador a menos”, disse o treinador.
Questionado sobre a escalação inicial, Ceni explicou a entrada de Cauly e Tiago entre os titulares. “Optamos por escalar Juba mais aberto e Cauly por dentro, buscando ter um pouco mais de posse de bola nesse gramado sintético, onde a bola corre mais. A ideia era que Tiago tivesse as oportunidades que teve, atacando os espaços, algo diferente do que Willian José costuma fazer. Willian jogou quase 100 minutos e, pensando no próximo jogo, preferi poupá-lo para tê-lo mais inteiro no Beira-Rio”, afirmou, antes de completar:
“Pulga está voltando de lesão. Já o havia utilizado por mais tempo do que o ideal na última partida, contra o Red Bull, tentando vencer. Ele foi no limite, então seria arriscado começar com ele hoje. Por isso, escalamos Cauly e Juba mais aberto. Quando ficamos com um a menos, Juba precisou recuar, abrimos Pulga e Iago, com Willian, mas já era tarde. Aqui o jogo é mais rápido, e o Atlético tem qualidade. Mesmo assim, o objetivo das mudanças era dar mais imposição física à equipe”.